

Cerimônia oficial marca designação do INRAD e ICESP como Centros Âncora da AIEA
Cerimônia oficial marca designação do INRAD e ICESP como Centros Âncora da AIEA
Evento marca avanço estratégico do Brasil na ampliação do acesso ao tratamento do câncer
Na última quarta-feira, 29 de outubro, foi realizada uma cerimônia para celebrar a designação do Instituto de Radiologia (INRAD) e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) como Centros Âncora, polos regionais de conhecimento especializado e treinamento, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organização vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).
O evento registrou a adesão dos institutos ao programa internacional Rays of Hope – Cancer Care for All, lançado pela AIEA com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento do câncer em países de baixa e média renda, especialmente por meio da radioterapia e de serviços de diagnóstico por imagem. Para o Brasil, a iniciativa representa um avanço estratégico na área da saúde. “Esse é um momento muito importante, é a razão de existir da instituição: facilitar e promover o acesso às aplicações nucleares no Brasil”, afirmou Francisco Rondinelli Junior, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
O Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri, presidente dos Conselhos do INRAD e do InovaHC, destacou que a conquista também fortalece a capacidade nacional em medicina nuclear, radioterapia e oncologia. “Não adianta termos infraestrutura se não houver profissionais qualificados para atender os pacientes. Por isso, é fundamental que a FMUSP, o HCFMUSP e toda a comunidade defendam a formação de recursos humanos na área da saúde”, ressaltou.
O evento reuniu representantes de instituições parceiras, como Carlos Malamut, DTM do Projeto Regional Rays of Hope do ARCAL em Saúde da AIEA; Gabriela Borsatto, Coordenadora-Geral de Aplicações das Radiações Ionizantes; e Joana Alves Brito de Azambuja, Coordenadora-Geral de Assuntos Internacionais da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Encerrando a cerimônia, a Dra. Heloisa reforçou o papel da cooperação institucional: “Juntos podemos ir longe. É essencial a união entre instituições para ampliar o acesso à saúde e à tecnologia nuclear no país”.